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Arte e memória na trajetória de Nana Ribeiro


Luana Carla Ribeiro da Silva. Ou Nana, apelido carinhoso vindo de uma época em que olhava admirada a habilidade da mãe, Inês dos Santos, na pintura de telas, madeira, e no trabalho apurado em gesso e cerâmica que decorava as residências de vizinhos próximos, em uma Curitiba tão generosa na arte da cultivar amizades.

Dona Inês, exímia decoradora, sabia mais do que qualquer outra pessoa sobre a habilidade manual de Nana, a filha querida, que nessa época lavava os pincéis com o esmero de quem percebe que não pode ficar longe da arte.

Nana cresce. É moça esforçada. Vai trabalhar com o pai, Elói dos Santos, em uma empresa de representações comerciais. Apreende a lidar com números, investimentos, capital de giro, planejamento. Descobre a persistência e a abnegação na busca das metas.

Mas, um sonho acalenta Nana: ser médica. Esforço, noites em claro. O ingresso na Faculdade de Medicina. Um ano de muito aprendizado, descobertas, novos amigos, período integral, livros, laboratórios, seminários. E uma surpresa: uma instabilidade empresarial da família a obriga a trancar a matrícula na universidade. Nana não cede, vai à luta.

“Nessa época, o que poderia ser uma dor indescritível, o abandono de um sonho, transformou-se em um desafio. Algo se moveu no meu interior. Pensei: não vou ficar chorando pelos cantos. Vou procurar ocupação até poder retornar à medicina”, diz ela, saboreando momentos distantes.

Recheios coloridos

Empreendedora, Nana segue em algumas direções. Começa um negócio de sanduíches naturais. Com recheios especialmente criados por ela, coloridos, com certeza, em pães especiais fornecidos por uma dessas padarias artesanais das grandes metrópoles. Ao mesmo tempo, inicia alguns cursos de artes manuais.

A artista sobrepuja a comerciante. Nana começa a trabalhar em casa. Peças em madeira, pinturas criativas. Por onde anda, leva seu portfólio, com fotos de seus trabalhos bem aceitos e disseminados pela qualidade e leveza. Encontra no companheiro e marido, Valter Ribeiro da Silva, a força necessária para prosseguir no caminho artístico. Os filhos consolidam a opção.

“De certa forma, tudo aconteceu para fortalecer o caminho escolhido. Com a chegada do Luan (hoje com 19 anos) e, depois de cinco anos, da Isabela (hoje com 15 anos), foram períodos férteis de aprendizado, de pesquisas artísticas. Como eu tinha que ficar em casa com as crianças, transformei o local em um perfeito ateliê, com peças para todos os lados. Por mais que a minha admiração pela medicina ainda existisse, nessa época a arte me conquistou por completo.”, explica.

Memórias e emoção

Nana Ribeiro, a artista, hoje sorri satisfeita ao rever a sua história, enquanto prepara uma peça para pintura. A nova loja, em corredor de acesso importante de Blumenau, tem o charme e a praticidade de quem procura bom gosto e alternativas para um presente, ou mesmo para decorar uma sala ou escritório. Valter, o marido, companheiro e parceiro, explica: “Aqui a pessoa pode escolher as criações de Nana por cômodo da casa, conforme a sua necessidade; sempre vai existir algo que encha os olhos”.

Para alcançar essa excelência, Nana explica que por mais que seu dia seja agitado, com mil problemas a resolver, algo a preserva quando está preparando uma peça: “A energia se renova, fico inebriada com as formas, os tons, as texturas”, afirma e oferece evidências delineadas de seu comprometimento com o trabalho.

“É um encantamento completo. Um encontro constante com o desconhecido; cada trabalho é um ‘filho’, um ‘amor’; algo difícil de explicar e de não se apegar. Cada peça é uma descoberta, a repetir na minha mente a presença da minha mãe, professora, amiga, incentivadora. Acho que a arte também é isso: uma memória viva, que nunca se apaga.”

Nesse momento, Nana é toda emoção.

Luana Carla Ribeiro da Silva convida você para conhecer seu novo site.